Cólica é uma das maiores batalhas para muitos bebês nas primeiras semanas de vida. Não se sabe ao certo porque elas ocorrem, mas a teoria considerada mais provável atribui à formação intestinal dos bebês, ainda imatura.

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É cólica?
Ela surge bem quando a família está conhecendo o bebê e vice versa. Nem sempre é fácil distinguir um choro de cólica para um choro de sono, por exemplo. Além disso, alguns estudos atribuem o choro excessivo dos recém-nascidos a um desconforto por estar fora do útero e por não entender esse vasto mundo ao seu redor.

Mas a cólica pode dar algumas pistas. Se o choro é persistente e nada parece confortar o bebê, há grandes chances de ser cólica. Muitas vezes, também, o bebê com cólica costuma dobrar as pernas para trás, tentando instintivamente livrar-se da dor. Se houver flatulência durante o choro, é quase certeza tratar-se de cólica.

Ainda assim, há algumas maneiras bem simples e naturais de atenuar o desconforto em bebês com cólica.

Manual do combate à cólica
É comum que a fisiologia do bebê assemelhe-se com a da mãe. Logo, mães que amamentam podem reduzir as cólicas eliminando alimentos que causam gases nela. Embora muitos especialistas indiquem brócolis, chocolate, leite, repolho e feijão como causadores de cólica, essa experiência varia de pessoa para pessoa. Vale observar o que se comeu nos dias em que o bebê teve cólica e evitar os alimentos suspeitos.

Uma delicada massagem na barriga ou a famosa “bicicletinha” – segura-se as pernas do bebê movendo-as para trás alternadamente – costumam ser eficazes durante a crise, criando movimentos peristálticos no intestino e ajudando a soltar os gases. Além disso, a mãe pode transformar isso em uma brincadeira que os bebês podem gostar, como por exemplo, fazer isso cantando uma musiquinha.

Se o bebê estiver com cólica, leve-o a um lugar mais silencioso e sem muita luz. Às vezes, o que começa com cólica, aliada a muitos estímulos, torna-se irritabilidade. Mantenha a barriga do bebê aquecida, com mantas, cobertores, roupas quentinhas, ou bolsas térmicas próprias para isso.

Se o seu bebê toma mamadeira, mantenha-a bem elevada, com o bico cheio de leite enquanto ele estiver mamando. Muitos bebês ficam com cólica porque engolem ar ao mamar. Nessa hora, recomenda-se escolher mamadeiras de bicos anatômicos que diminuem a entrada de ar. Evite medicamentos. Lembre-se de que que cólica não é doença, mas sim, um desconforto passageiro.

Até quando?
Presenciar seu bebê com dor é sempre angustiante para mães e pais. Ainda assim, procure se lembrar que a cólica é passageira, dificilmente ela persiste após o terceiro mês. Depois desse período, as coisas costumam assentar, os choros passam a ser melhor compreendidos, a rotina se estabelece e todo mundo dorme melhor – a começar pelo novo integrante da casa, que não terá mais esse desconforto para lhe tirar o soninho. Mas se o problema persistir, não deixe de procurar o pediatra do seu pequeno e compartilhar tudo o que está ocorrendo.